“E correram para contar tudo aos discípulos”. (v.8b) Mateus 28.1-10

No domingo da Páscoa, o que aconteceu foi algo inigualável, incomparável e indescritível. A tristeza e o medo que invadiam o coração acelerado das mulheres transformaram-se no mais alto sentimento de alegria, prazer e muita festa. Elas voltaram apressadamente do sepulcro trazendo imediatamente a mais extraordinária notícia para os discípulos, que continuaria sendo dada a todas as gerações seguintes, chegando até nós, e indo até o fim. O sepulcro jamais foi o sepultamento da fé, o enterro esperança, e nem a decretação da derrota final. Elas trouxeram a notícia da ressurreição daquele que esteve morto, mas agora está vivo. Muitos tiveram a oportunidade de vê-lo e contemplar o Senhor ressurreto. Para compreender o real sentido da Páscoa, não basta sermos colocados diante do tremor da terra, da pedra removida, do túmulo vazio, da presença do anjo, do medo e da alegria que as mulheres sentiram. É necessário que tenhamos um encontro com o ressuscitado, que tira de nós o abatimento, o medo, o pânico e as incertezas da vida. Sem este encontro, a morte continua reinando naqueles que estão mortos em seus delitos e pecados. No entanto, todos quantos creem nele, abrindo seu coração, recebendo-o como Senhor e Salvador, têm o poder de serem feitos filhos de Deus.

Ele quer que levemos a sério a Sua ordem: “Vão dizer aos meus irmãos,… divulguem ao mundo o acontecido”, sejam evangelistas, missionários, pregadores das Boas Novas. Jesus chamou de irmãos justamente aquelas pessoas que O negaram e abandonaram. Dessa forma, Ele traça um novo caminho. Uma nova relação de intimidade com Deus. Um estar na presença de Deus de maneira completa, cabal e eterna. Uma relação de comunhão tão forte espiritualmente com as pessoas que o mundo todo pode declarar: “Vede como eles se amam!”

Com a ressurreição, aquelas mulheres voltaram à normalidade de seu dia a dia. Também nós temos nosso cotidiano, nosso trabalho, nossas preocupações, nossos sucessos e insucessos, nossos medos, sofrimentos e dores, por último, as sepulturas. Importa que nosso dia a dia seja determinado por Aquele que ressuscitou e trouxe vida nova e plena para dentro de nossa realidade. Em meio a um mundo de destruição e morte, sejamos testemunhas, em palavras e ações, da vida verdadeira, com a qual fomos agraciados pelo Senhor ressuscitado.

Senhor, abre os nossos olhos para não ver apenas sepulturas fechadas, mas sim a vida que Tu nos dás. Não permitas que equívocos nos impeçam de ter olhos, ouvidos e corações sempre bem abertos para o maravilhoso acontecimento da Páscoa, que nos empurra para a frente, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo, que esteve morto, mas vive para sempre! Nele temos a garantia do perdão, salvação, libertação, comunhão e vida eterna!                     Pr. Ceny – 12-04-2020

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