Tiago 4: 2-4 – Torna-se tão absolutamente confortante sabermos que Deus, o nosso pai, é “O Supridor” – aquele que se mostra presente na hora da necessidade e supre os vazios. A primeira vez que vemos na Bíblia a menção de Deus como Supridor, Jiré, é exatamente quando o pai Abraão em Gênesis 22 subia um dos montes na Terra de Moriat, levando seu único
filho, Isaac, para sacrificá-lo em holocausto a seu Deus Jeová. Naquela hora, com o coração sangrando de dor, cada passo daquela subida era firmado numa promessa feita por seu Deus em Gênesis 21:12 “em Isaac será chamada a tua descendência”.

Naquela hora a grande necessidade de Abraão era que seu filho não fosse morto pois mesmo crendo que Isaac não ficaria preso na morte, seria profundamente cruel e doloroso tirar-lhe a vida. Quando Isaac perguntou a seu pai: “Onde está o cordeiro para o holocausto? Abraão respondeu: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto”, em hebraico, Jeová Jiré. Ao longo do tempo temos usado demais esse termo, Jeová Jiré – o
Senhor proverá. Devemos, no entanto, observar que Jeová Jiré provê o suprimento para a necessidade e não para a vaidade. Naquele momento, a necessidade era um cordeiro para o holocausto que substituísse Isaac na morte.

A maior necessidade da humanidade, “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, Deus já proveu no Monte Calvário. Hoje nos comportamos como se Deus devesse suprir todas as nossas vaidades, ganâncias, suprir nosso mundanismo, nosso materialismo, caprichos e consumismo. Precisamos dar atenção ao que nos ensina o apóstolo Tiago quando diz: “Cobiçais e nada tendes porque nada pedis; isso significa que você está pedindo a Deus algo que Ele não tem para dar porque Ele é Santo e não supre cobiça. O apóstolo continua nos dizendo: “Pedis e não recebeis porque pedis mal, para
esbanjardes em vossos prazeres”.

Portanto, antes de pensarmos em Deus provendo para nós, se faz necessário sabermos que o nosso Pai Celestial se deleita em nos suprir, porém, Ele não muda o seu método, Ele supre as necessidades, nunca as vaidades!

Dra. Edméia Williams

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