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Ilumina-me os olhos, Senhor!

“Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu! Ilumina-me os olhos para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar” (Salmo 13:3-4).

Davi inicia este salmo fazendo interrogações a Deus: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Ocultarás de mim o rosto? Estarei eu relutando dentro de minha alma? Erguerá contra mim o meu inimigo”? Depois destas cinco interrogações, Davi cai em si, tira o pano de saco, sai da caverna de sua tristeza, para entrar na brecha da oração. Ele abandona a auto piedade para vestir-se com a armadura do guerreiro espiritual. Ele se conscientiza, finalmente, que de joelhos ele é mais forte que um exército em pé e bem treinado com suas armas carnais. A verdadeira vitória do homem segundo o coração de Deus é de joelhos diante do Pai. Listemos belas lições que aprendemos quando os nossos olhos são iluminados pelos Senhor:

1. ORAR É BUSCAR A FONTE CORRETA (13.3a).
“Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu!...”.

Se outrora Davi sentia que Deus havia ocultado o rosto dele, agora pede para Deus atentar para ele. Se antes tinha o sentimento de que Deus havia se esquecido dele, demorando a socorrê-lo, agora pede a Deus para respondê-lo. Se antes tinha o sentimento de que estava sozinho para ruminar sua tristeza e interrogações, agora se volta para a única fonte correta, para que seus sentimentos sejam corrigidos pelo Deus da aliança. Ele faz uma belíssima confissão: “Deus meu”. Ainda que os inimigos sejam truculentos e ferozes, o verdadeiro amigo dos pecadores está sempre de braços abertos para acolher com amor, livrando-os com absoluta segurança dentro da sua eterna aliança. É tempo de corrigir a visão distorcida, deixando a fixação nas circunstâncias da vida, olhando tão somente para Jesus, o Autor e Consumador da fé. A única fonte correta para manter os olhos iluminados, é Deus!

2. ORAR É TER DISCERNIMENTO CORRETO (13.3b).
“... ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte”.

Aquele que se rende à autopiedade e passa a reclamar de Deus, começa a ver a vida com os óculos embaçados do pessimismo, orgulho, indiferença e incredulidade. Davi agora quer luz divina em seus olhos. Necessita do colírio espiritual para enxergar quão grande e poderoso é o Senhor (Ap. 3.18). Temos que fazer uma visita ao médico de olhos para uma baita correção espiritual que nos livre de ficar vendo a morte e não a vida. Davi estava pedindo algo de volta que nunca deveria ter perdido. Somente Deus nos dá discernimento correto para enxergarmos a beleza da criação. Tudo acontece corretamente quando decidimos obedecer ao Senhor em oração. A oração fervorosa é o óleo mais eficaz para nos dar discernimento correto sobre o que fazer e como fazer o que é certo para Deus.

3. ORAR É MANTER A VIGILÂNCIA CORRETA (13.4).
“Para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar”.

Nossa luta não é conta carne e sangue, mas, sim, contra os principados e potestades deste mundo tenebroso. Vivemos no meio de feras, cercados de inimigos, perigos constantes, mísseis lançados do inferno com fúria pertinaz, demônios não contados, crueldades indescritíveis, porém, em vigilância correta somos mais que vencedores naquele que nos guarda de todo o mal. Temos que vigiar porque os dias são maus. O inimigo nos espreita e procura uma brecha em nossa armadura. Precisamos ficar atentos às astutas ciladas do inimigo. Pela oração, Davi, em vez de ver o inimigo prevalecer, vê Deus agindo em seu favor. Em tempos de pandemia, temos que vigiar corretamente e orar perseverantemente para que não caiamos na tentação do desânimo, da tristeza, murmuração, ingratidão, depressão e dos porquês de tudo. Pelo contrário, neste tempo temos que correr para o altar da oração, certos que poderemos fazer a mesma declaração que Davi fez no fim deste salmo: “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (13: 6). Gosto tremendamente deste “muito bem”. Não é apenas bem, mas “muito bem”. Deus sempre faz infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos! Ele multiplica! Ele diz que que dá cem vezes mais! Ele abre as janelas do céu e derrama bênçãos sem medida.

Conclusão: Deus quer iluminar os nossos olhos para vermos como Ele vê, e não como vê o homem!

Pr. Ceny Tavares