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Uma pequena oração

“Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!”
(Mt 14.30).

Pedro, na hora do desespero, orou: “Salva-me, Senhor!” Já passava das três horas da madrugada e os discípulos estavam num barquinho, no mar da Galileia, enfrentando uma violenta tempestade e ventos contrários. Jesus veio ao encontro deles, andando sobre as águas. Tomados de grande medo, eles gritaram: “É um fantasma!” Jesus, então, acalma-os, dizendo: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não tenham medo!” Pedro, impulsivo como sempre, mas movido pela fé, diz ao Senhor: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo por sobre as águas”. Jesus respondeu-lhe: “Vem”. E Pedro, sem titubear, saltou do barco e passou a andar sobre o mar. De repente, reparando na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: “Salva-me, Senhor!” Esta oração tem ensinamentos extraordinários:

1. TEMOS QUE ORAR CONSTANTEMENTE

Era madrugada. O mar da Galileia estava agitado. Pedro estava naufragando. E foi nesse lugar e sob essas circunstâncias que Pedro orou. Podemos orar em qualquer lugar, em qualquer tempo. Temos que orar no templo, em casa, no trabalho, no hospital. Podemos orar nas horas festivas da vida ou quando sentimos cheiro de morte.

2. TEMOS QUE ORAR URGENTEMENTE

Esta oração de Pedro é uma das mais curtas da Bíblia. Foi feita com senso de urgência e por uma necessidade vital. O ladrão que estava sendo crucificado ao lado de Jesus fez uma sua petição: “Lembra-te de mim”. Imediatamente foi atendido. Oremos em todo o tempo, em todo lugar, pois Deus está atento aos nossos clamores. Pedro não escolheu palavras bonitas para orar, nem ensaiou um discurso cheio de figuras retóricas como fez o fariseu, que entrou no templo para orar de si para si. Seu clamor foi direto, pessoal e com senso de urgência. Ele estava sendo tragado pelas ondas do mar, prestes a morrer. Ele não podia salvar a si mesmo. Seus amigos não podiam resgatá-lo desse naufrágio. Por isso, seu pedido de socorro foi breve, claro, urgente e dirigido a Deus que tem o poder para resolver todos os nossos impossíveis.

3. TEMOS QUE ORAR ABRANGENTEMENTE

A oração de Pedro: “Salva-me, Senhor!” foi abrangente. Para um homem que estava afundando, o pedido foi pessoal e específico. O próprio Pedro, quando foi alertado por Jesus, de que Satanás estava requerendo-o para ser peneirado, poderia ter orado: “Salva-me, Senhor!”. O mesmo Pedro depois de ter negado a Jesus três vezes, ao sair da casa do sumo sacerdote, com os olhos molhados de lágrimas e o coração encharcado de vergonha, deveria ter orado: “Salva-me, Senhor!” Orar é fundamental, necessário, indispensável nas horas mais sombrias; quando os ataques do inferno intensificam, nossa boca tem que se abrir para suplicar ao Pai por misericórdia. Deus sempre atende!

4. TEMOS QUE ORAR CONFIADAMENTE

Pedro orou e Jesus prontamente respondeu. Pedro gritou por socorro e Jesus na mesma hora estendeu-lhe a mão. Pedro estava perecendo e Jesus imediatamente o salvou. Pedro estava sendo engolido pelo mar revolto e, na mesma hora, Jesus o colocou salvo e seguro no barco. Tempestades e ventos contrários são realidades para todos. Mas, somente aqueles que clamam com confiança e fé são agraciados com a resposta imediata da parte de Jesus. Em meio às lutas, faça esta oração: “Salvame, Senhor!”.

Pr. Ceny Tavares