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A Igreja e sua missão

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). O mesmo Cristo que libertou a igreja do mundo e chamou-a do mundo, agora a envia de volta ao mundo com a missão de levar-lhe a mensagem da salvação. A igreja é um povo chamado para fora do mundo, para ser enviada de volta ao mundo. Ela está no mundo, mas não é do mundo. Ela se insere no mundo, mas não se mistura com ele. Ela cumpre sua missão no mundo, mas mantém-se fiel aos princípios do céu. À luz de Mateus 28.18-20, podemos depreender que a igreja existe para cumprir sua missão. Destacaremos três sublimes verdades para a nossa reflexão.

1. Uma autoridade absoluta (Mt 28.18)

Jesus Cristo disse: “... toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). A igreja só pode cumprir sua missão sob a autoridade de Cristo. Essa incursão missionária da igreja no mundo não é feita em seu próprio poder. O poder da igreja não vem dela própria. Sua autoridade não emana de seus próprios recursos. A igreja só pode alcançar os confins da terra como evangelho porque age em nome daquele que tem toda autoridade no céu e na terra. Sua missão já vem carimbada com a garantia de triunfo. Não há possibilidade de fracasso. Nenhuma força ou poder pode resistir o poder e a autoridade daquele diante de quem se dobra todo joelho no céu e na terra.

2. Uma ordem intransferível (Mt 28.19)

Jesus acrescenta: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado...” (Mt 28.19,20a). Na língua grega, só há um verbo no imperativo nesta sentença: “Fazei discípulos”. Os outros verbos (ide, batizai e ensinai) estão no gerúndio. A ordem de Jesus não é apenas levar o evangelho aos homens, mas levar os homens ao evangelho. Não apenas é trazer as pessoas à igreja, mas integrá-las na igreja. Devemos cumprir essa missão na dinâmica da vida, indo para os campos não alcançados ou para o trabalho, para a escola ou para a nossa própria família. Nosso papel não A IGREJA E SUA MISSÃO é ganhar admiradores nem seguidores de nós mesmos, mas fazer discípulos de Cristo. Nossa tarefa é levar as pessoas a Cristo pela evangelização, integrá-las na igreja pelo batismo e ensiná-las pelo discipulado. É digno de nota que o discipulado não é apenas transmissão de conhecimento. Não se trata apenas de ensinar os neófitos as doutrinas certas, mas de ensiná-los a guardar todas as coisas que Jesus ordenou. O discipulado não é algo teórico, mas prático. Ele não visa apenas alcançar o intelecto, mas também o coração e a vontade. Um discípulo de Cristo não é aquele que mais conhece, mas aquele que demonstra o conhecimento que tem pela obediência que consagra ao Senhor.

3. Uma promessa consoladora (Mt 28.20)

Jesus conclui, dizendo: “... E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20b). Jesus não apenas manda a igreja ir ao mundo, ele vai com ela ao mundo. Sua presença não é apenas uma promessa, mas um fato. A igreja não está só em sua missão. Ela não caminha solitária pelos campos deste mundo, mas avança pelo poder de Cristo, sob a ordem de Cristo e com a presença de Cristo. A igreja não precisa temer no cumprimento de sua missão, pois maior é aquele que está com ela do que aquele que está no mundo. Jamais faltará à igreja motivação e capacitação, pois o mesmo poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos foi dado à igreja para cumprir sua missão. O poder do Espírito não é derramado sobre a igreja para ela viver egoisticamente, mas para testemunhar do evangelho até aos confins da terra.

Esta igreja não é apenas uma família que desfruta de abençoadora comunhão. É, também, uma agência de evangelização, uma embaixadora do céu na terra, uma voz a clamar em nome de Cristo, chamando os pecadores a se reconciliarem com Deus!

Pr. Hernandes Dias Lopes