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Missões em Família

“SAUDAI IGUALMENTE A IGREJA QUE SE REÚNE NA CASA DELES...” (RM 16.5).

O apóstolo Paulo, na conclusão da sua carta aos Romanos, faz a mais longa saudação de todas as suas cartas. Nessa conclusão, ele cita várias pessoas e algumas famílias que estavam a serviço de Deus. Essas pessoas e essas famílias servem de exemplo para nós ainda hoje. Há preciosas lições que podemos aprender com estas famílias:

1. LARES ABERTOS PARA ACOLHER (Rm 16:3-5,14,15).

Priscila e Áquila foram cooperadores do apóstolo Paulo. O lar deles era um local de reunião onde a igreja de Deus se congregava. Tanto em Corinto quanto em Roma, o lar de Priscila e Áquila era um santuário, onde a igreja se reunia. Eles eram hospitaleiros e acolhedores. Faziam do lar deles uma extensão da igreja e um porto seguro para as pessoas buscarem refúgio e consolo em Deus. Esse casal abriu seu lar para hospedar a igreja de Deus, arriscando a própria vida, pois aquele era um tempo de perseguição. Nos versículos 14 e 15, o apóstolo Paulo cita mais dois lares onde grupos da igreja se reuniam para cumprir a missão de adorar a Deus, proclamar a Palavra, servindo de ponte de passagem. Temos que aprender com estes exemplos abrindo os nossos lares para que a palavra de Deus seja proclamada. Famílias que abrem as portas para cumprirem a missão de evangelizar são como ribeiros de águas que regam as plantas para a produção de muitos frutos. O lar é um dos principais instrumentos na evangelização do mundo. Não podemos abrir mão de fazer do nosso lar uma extensão da igreja do Deus vivo.

2. CORAÇÕES ABERTOS PARA CONSOLAR (Rm 16:13).

O apóstolo Paulo faz referência à mãe de Rufo como uma mulher que cuidou dele como se fosse sua mãe. Essa mulher que recebe elogios extraordinários nem tem seu nome citado na terra, mas com certeza seu nome está lavrado no livro da vida. Há grandes nomes no Reino de Deus que permanecerão sem reconhecimento na terra e anônimos na história, mas seus registros nas páginas douradas da eternidade estão assegurados. É algo maravilhoso investir na vida dos filhos de Deus, ser bálsamo para os que sofrem, ser âncora para os que enfrentam

as tempestades da vida. A mãe de Rufo foi uma mãe também para o apóstolo Paulo. Esse bandeirante do Cristianismo encontrou nessa mulher um apoio, um encorajamento, que só uma mãe era capaz de lhe dar. Fomos chamados para sermos abençoadores com os nossos lares e corações escancarados para receber e aninhar vidas preciosas do Senhor. Nossa língua precisa ser medicina que leva cura; nossas palavras precisam ser mel que alimenta; nossos atos precisam ser gestos altruístas que abençoam.

3. MÃOS ABERTAS PARA TRABALHAR (Rm 16:3,6,9,12).

O apóstolo Paulo cita várias pessoas que foram suas cooperadoras no trabalho de Deus, gente que pôs a mão no arado, que se diligenciou para fazer a obra de Deus. Priscila e Áquila foram seus cooperadores (Rm 16.3). Maria é citada como uma irmã que muito trabalhou pela igreja de Roma (Rm 16.6). Urbano era cooperador de Paulo em Cristo (Rm 16.9). Trifena e Trifosa trabalhavam no Senhor e Pérside muito trabalhou para Deus (Rm 16.12). A igreja, noiva do Cordeiro, precisa ser uma equipe de trabalhadores. Deus nos dá a salvação e nos chama para o trabalho. Temos o privilégio de sermos cooperadores de Deus no estabelecimento do seu Reino. Façamos missões a partir do nosso lar, coração e mãos que se lançam neste grandisoso e poderoso empreendimento do Reino de Deus.

Pr. Ceny Tavares