”Porque eu recebi do Senhor o que também
vos entreguei”… I Cor. 11:23.

Estamos celebrando a ceia do Senhor hoje! A participação neste banquete é o mais elevado e extraordinário privilégio que o filho do Senhor pode desfrutar. O alimento oferecido nessa mesa da comunhão não é para nutrir nosso corpo, mas para fortalecer nossa fé. Além da singularidade, tem significados que nos fortalecem, inspiram, sustentam, geram fé e nos reveste com tanto poder que nos capacita a viver extraordinariamente satisfeitos em Cristo. Ninguém participa deste banquete oratoriamente, mas unicamente pelos méritos de Cristo Jesus. Ninguém vem de oferecido. Todos que participam são convidados amorosamente pelo Senhor. Somente aqueles que foram libertos no sangue do Cordeiro de Deus estão aptos a se alimentarem do Cordeiro. Participar desse banquete da graça sem discernimento é comer e beber juízo para si. Comer do pão e beber do cálice
sem autoexame é participar indignamente. O que precisamos?

1 – CONSCIÊNCIA DA NOSSA INDIGNIDADE

Participamos da Ceia dignamente quando compreendemos que nossos pecados foram punidos no corpo de Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados para nos libertar da condenação e nos purificar da contaminação dos mesmos. Não podemos participar indignamente da Ceia a menos que reconheçamos que foi por causa dos nossos pecados que Jesus foi pregado na cruz e verteu o seu sangue.

2 – CONSCIÊNCIA DA NOSSA NECESSIDADE

A obra de Cristo na cruz nos libertou da condenação do pecado, mas precisamos nos apropriar continuamente de Cristo para termos vitória sobre o poder do pecado. A Ceia é um meio de graça. Por meio dessa partici- pação na Ceia somos fortalecidos com graça para uma vida de santidade. Não podemos viver deliberadamente no pecado e ao mesmo tempo participarmos desse banquete de forma digna. Também não podemos fugir da Ceia por causa do pecado, mas devemos fugir do pecado por causa da Ceia. Como nos deleitaremos no pecado, se foi por causa do pecado que o Filho de Deus morreu na cruz? Nós que fomos libertos pelo sangue do Cordeiro uma vez por todas, precisamos nos alimentar do Cordeiro continuamente.

3 – CONSCIÊNCIA DA VIDA EM COMUNIDADE

A Ceia é um ajuntamento em comunhão. Temos que amar e perdoar para desfrutarmos do privilégio deste banquete. Oh, quão indigno é, afirmarmos que somos membros uns dos outros, se abrigamos no coração repulsa por aqueles por quem Cristo morreu! Oh, quão perigoso é julgarmo-nos uns aos
outros, em vez de julgarmo-nos a nós mes- mos! Oh, quão imprudente é examinarmos a vida dos outros, em vez de examinarmo-nos a nós mesmos. Diante da mesa do Senhor, não devemos apontar para os pecados dos nossos irmãos, mas arrependermo-nos dos nossos próprios pecados. Se em nosso coração houver qualquer outro sentimento que não aquele que houve em Cristo Jesus, ao participarmos da Ceia, haverá fraqueza em nós, em vez de força. Haverá doença em nós, em vez de saúde. Haverá morte entre nós, em vez de vida. Ao participarmos da mesa do Senhor, estamos declarando nossa interdependência. O sangue de Cristo é a marca de que somos um só corpo. Por isso todo muro de separação, divisão, indiferença, orgulho, vaidade, tem que cair por terra para experimentarmos alegria indizível, e sem qualquer mácula, do grande banquete da salvação. Aquela
será uma festa de gozo indizível, de comunhão plena e de celebração permanente ao Cordeiro de Deus!

Pr. Ceny Tavares

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